*** 1996 - 2002 *** Novas mudanças ***

A privatização da Light
Novas reformas: Aneel e Eletronuclear
Reestruturação do grupo Eletrobrás
1998: surgem novos órgãos
A interligação Norte-Sul
Perspectivas para o século XXI

1996 2002


A privatização da Light

A Light Serviços de Eletricidade S.A. foi vendida em leilão da Bolsa de Valores do Rio, em maio de 1996, por US$ 2,26 bilhões, sem ágio, à estatal francesa Électricité de France (EDF, que ficou com 34% das ações) e às norte-americanas Houston Industries Energy e AES Corporation (11,35%, cada). A idéia era não aceitar pagamentos em títulos do governo - apelidados de "moedas podres" -, mas, poucos dias antes do leilão, o Conselho Nacional de Desestatização voltou atrás, fixando o limite de 30% do preço mínimo para o uso dos papéis. O BNDES-par, por sua vez, adquiriu 9,14% da empresa leiloada. Sem ações suficientes para assumir o controle da Light, as compradoras estrangeiras decidiram unir-se à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), privatizada desde o governo de Itamar Franco (1992-1994). O leilão demorou a sair, pois antes foi necessário separar a Light da Eletricidade de São Paulo S.A. (Eletropaulo), na qual mantinha um investimento permanente, correspondente a 56% de seu patrimônio líquido.