Busca    Mapa do Site    Fale Conosco  
O Programa

Os Objetivos do Procel e o Meio Ambiente

O PROCEL tem como principais objetivos diminuir o desperdício de energia elétrica no país e buscar a eficiência energética no setor elétrico, que visam à realização de algumas metas essenciais: o desenvolvimento tecnológico; segurança energética; eficiência econômica, novos parâmetros incorporados à Cidadania e a redução de impactos ambientais.

Desenvolvimento tecnológico implica pesquisa científica, capacitação de laboratórios e de pessoal técnico, para a melhoria da qualidade de vida. Segurança energética visa garantir energia na quantidade e no tempo necessários. Eficiência econômica significa produzir e distribuir os bens e serviços da economia com o melhor uso possível dos insumos necessários à produção e distribuição dos produtos. A energia é um dos insumos básicos das atividades econômicas, assim a eficiência econômica passa pela eficiência energética. Por meio da atuação em todos os níveis do ensino formal do país, utilizando como canal de comunicação a “Educação Ambiental”, é possível incorporar parâmetros novos à Cidadania, como a associação definitiva da “Totalidade”, princípio fundamental da educação ambiental que não permite a dissociação do homem do ambiente onde ele vive.


O PROCEL e a redução dos impactos ambientais

O PROCEL realiza um poderoso papel de redução dos impactos ambientais no Brasil: as várias linhas de ação de cada um dos Projetos de Mudança de Hábitos e de Eficiência Energética do PROCEL permitem atender ao crescimento da demanda de energia elétrica sem que a oferta seja ampliada na mesma proporção. Uma parte da demanda por eletricidade passa a ser atendida pelo que poderíamos chamar de energia "virtual", obtida através de ações de conservação de energia.

Isto porque estas ações permitem realizar mais atividades produtivas com a mesma quantidade de energia, aumentando a eficiência energética de lâmpadas, motores, eletrodomésticos e também reduzindo o consumo de prédios públicos e das residências.

Há ainda projetos para gerenciar a demanda de energia e diminuir as perdas na transmissão e na distribuição aumentando a efetividade da oferta.

A partir do momento em que a sociedade decide usar a energia elétrica de forma mais eficiente, usinas, linhas de transmissão e redes de distribuição, que teriam de ser construídas para atender ao crescimento da demanda, poderiam ser evitadas, ou postergadas.
  
 
Impactos Ambientais

Usinas Hidrelétricas

Grandes usinas hidrelétricas tendem a alagar áreas extensas, modificando o comportamento dos rios barrados. A biota (conjunto dos seres vivos) e os ecossistemas podem ser alterados. A vegetação submersa decompõe-se, dando origem a gases como o metano, que tem impacto no chamado "efeito estufa" e causando mudança no clima. Cidades e povoações, inclusive indígenas, podem ser deslocadas pela construção da barragem. O novo lago pode afetar o comportamento da bacia hidrográfica. Com a operação, mais tarde, ocorrem assoreamentos que, em conjunto com outros fatores, podem ocasionar mudanças na qualidade da água.

Usinas Térmicas

Já as usinas térmicas a combustíveis fósseis causam outros tipos de poluição ambiental. Elas emitem uma série de gases de efeito estufa como o dióxido e o monóxido de carbono, o metano e, no caso das térmicas à carvão e óleo, emitem óxidos de enxofre e nitrogênio, que na atmosfera, dão origem às chuvas ácidas que prejudicam a agricultura, as florestas e até mesmo monumentos urbanos.

Usinas Nucleares

As usinas nucleares são usinas térmicas que aproveitam a energia da fissão dos átomos de urânio e de plutônio. Embora sejam cada vez mais seguras, elas envolvem o risco de acidentes que podem causar vazamentos de radiação para o meio ambiente com as notórias conseqüências graves que os acompanham.

Todas estas formas de geração de energia elétrica envolvem, também, o risco de impactos ambientais associados a outros estágios da cadeia de produção, transporte e distribuição de energéticos. Assim, há impactos associados, por exemplo, à extração do urânio ou carvão nas minas, que modifica a paisagem e gera rejeitos que afetam solos agricultáveis.

Já há algum tempo o setor elétrico vem realizando estudos e pesquisas e tomando medidas práticas na área ambiental que contribuem para diminuir estes impactos.

 
Mas e a redução dos impactos ambientais?

A redução dos impactos ambientais surge como uma meta e uma preocupação, no sentido de garantir a qualidade de vida dessa e das futuras gerações.

Numa sociedade de consumo que exige cada vez mais conforto, a geração, a transmissão, a distribuição e o uso da energia (assim como todas as formas de atividade econômica e social), podem causar impactos negativos ao meio ambiente.

A produção de energia implica, necessariamente, na exploração de recursos naturais e emissão de rejeitos no meio ambiente. Os rejeitos das atividades industriais e agrícolas são despejados nos solos, nas águas e no ar, modificando a paisagem e o clima, afetando os ecossistemas, a fauna e a flora.

Quanto maior o nível de atividade econômica, maior o uso da energia e maiores os impactos ambientais deste uso. Assim, a eficiência energética pode trazer muitos benefícios, pois:

Aumenta a segurança no abastecimento de energia,
Contribui para a eficiência econômica, 
Reduz os impactos ambientais,
Estes três itens se complementam, implicando na redução da energia necessária por unidade de produto econômico, aumentando a eficiência da economia e garantindo que a mesma produção possa ser obtida com menos energia e, portanto, com menor uso de recursos naturais e menores danos ambientais.
 
 
O PROCEL evita emissões de carbono

Os projetos e ações desenvolvidos no âmbito do PROCEL adiam a necessidade de novas usinas, evitando, assim, o lançamento de milhões de toneladas dos vários gases de efeito estufa na atmosfera. O impacto destes gases no aquecimento global costuma ser medido com base no dióxido de carbono equivalente. Por isso, nos referimos ao carbono evitado, seguindo o Protocolo de Kyoto.

O PROCEL realizou, em conjunto com a COPPE/UFRJ, um estudo que avalia a quantidade de carbono evitada por seus programas. A conclusão é que a eficiência energética terá, até o ano 2010, contribuído para evitar a emissão de cerca de 230 milhões de toneladas de carbono na atmosfera - correspondentes à quase 29% das emissões totais de gases estufa do setor elétrico brasileiro.


 

Imagem para contabilização de acessos a páginas
pixel
Imagem para contabilização de acessos a páginas